1º COLÓQUIO

PATRIMÔNIO TERRITORIAL DO ESPÍRITO SANTO

15, 16 E 17 DE AGOSTO /2018

VITÓRIA - ES

Caros participantes, a inscrição pode ser realizada no link abaixo. Preencham corretamente os dados pessoais e confirmem as atividades em que estarão presentes.

INSCRIÇÕES ATÉ 03/08

 

/ o evento

A Universidade Federal do Espírito Santo, através do Laboratório Patrimônio & Desenvolvimento, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, através da Superintendência do Espírito Santo, e a Secretaria de Estado da Cultura, através da Gerência de Memória e Patrimônio, convidam profissionais e pesquisadores atuantes nas áreas de ensino, pesquisa, projeto e gestão do patrimônio territorial a participar do PatriTerri 1 - 1° Colóquio Patrimônio Territorial no Espírito Santo.

 

O PatriTerri 1° se apresenta como um desdobramento de seminários de pesquisa organizados pelo Patri_Lab visando o compartilhamento, interno e externo, de produção técnico-científica de pesquisadores de graduação e pós-graduação, e de experiências profissionais de técnicos vinculados às instituições públicas comprometidas com a temática central do laboratório – a articulação entre as perspectivas da permanência e da transformação do território e associados processos de desenvolvimento local. Em suas sete edições (2011-2017), participam dos seminários profissionais vinculados às instituições dedicadas à proteção e promoção de bens culturais (IPHAN) e à “proteção, vigilância, restauração, manutenção e conservação da memória e do patrimônio histórico, artístico e cultural” (SECULT/ES); numa iniciativa voltada ao compartilhamento e debate da produção acadêmica e da ação governamental, com o intuito de estabelecer uma agenda de pesquisa-ação. Neste contexto, o PatriTerri 1° se apresenta como locus de articulação e consolidação de uma rede de profissionais do campo do Patrimônio Territorial em torno da reflexão e da ação, espacializada no território do Espírito Santo. 

O PatriTerri 1° se realizará em Vitória, Espírito Santo, entre 15 e 17 de agosto de 2018, celebrará o dia do patrimônio cultural no Brasil, 17 de agosto, criado em 1998 em homenagem ao centenário de Rodrigo Melo Franco de Andrade, e comemorará os 40 (quarenta) anos do Curso de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Federal do Espírito Santo, criado no dia 03 de julho de 1978.

/ TEMA GERAL

A referência temática do PatriTerri 1, a articulação Patrimônio & Desenvolvimento, se estabelece a partir de reflexões e ações vinculadas ao desafio de estabelecer articulações entre o campo patrimonial e o campo do ordenamento territorial. Respectivamente vinculados às permanências e às transformações, em uma perspectiva de oposição durante os séculos XIX e XX; na contemporaneidade, a busca por caminhos de conciliação se concentra, em maioria, na aposta de uma vinculação entre o campo patrimonial e o campo econômico.

Neste cenário estratégico, o PatriTerri 1 é pensado como um lugar de conversações referenciadas no reconhecimento do quadro ambiental, territorial-paisagístico e socioeconômico no contexto regional. Ao adotar o Patrimônio Territorial do Espírito Santo como objeto de discussão, o colóquio se insere em um campo reflexivo e projetual, de ação e gestão alternativo de atualização conceitual e metodológica. Um lugar para a interface disciplinar e institucional propulsora de um pensar, um agir e um criar tão complexos e múltiplos como a sociedade do século XXI. A defesa da função socioambiental do território está prevista no Estatuto da Cidade, e pode se realizar por meio da ordenação do uso e ocupação do solo, urbano e rural. Na contemporaneidade, o desafio se engrandece face à renovada produção de desigualdade no acesso à riqueza social e econômica, na forma concentrada de acumulação e distribuição do capital; e suas inter-relações com a valorização da cultura, da história, do patrimônio, da estética.

A pertinência do tema - O Patrimônio territorial no Espírito Santo - se insere neste contexto, com a perspectiva de criação de um ambiente discursivo e ativo capaz de pautar histórica, teórica e criticamente questões e ensaiar visões e ações visando a proteção e o acesso democrático à herança patrimonial capixaba, em âmbitos tão diversos quanto sua heterogeneidade. Considerar a diversidade étnica, social, cultural e econômica se apresenta como um pré-requisito para um posicionamento capaz de expressar não um alargamento tipológico, mas uma alteração de natureza do objeto e das ações patrimoniais. Nesta perspectiva, junto com a intenção de traçar um panorama histórico de reflexões e práticas, o 1° Colóquio Patrimônio Territorial no Espírito Santo propõe contribuir para o processo de difusão e partilha do conhecimento, público por excelência, tomando como referência algumas questões, tais quais: como incrementar a documentação acerca do objeto patrimonial em simultâneo à ação? Como alcançar uma proteção destinada aos cidadãos do lugar? Como promover uma intervenção sem produzir uma museificação do território? Que fatores determinam o envolvimento ou não de moradores em políticas e ações patrimoniais? Como incluir o patrimônio territorial em processos de desenvolvimento local? 

Em vista destas questões, estabelecem-se 03 (três) Eixos temáticos: Documentação & Representação; Intervenção & Planejamento; Gestão & Políticas públicas.

 

/ EIXOS TEMÁTICOS

Adotando como ponto de partida as duas formas da faculdade de conhecer - espaço e tempo -, este eixo propõe analisar o estado da arte em Documentação e Representação do Patrimônio Territorial do Espírito Santo, principalmente endereçada ao papel da elaboração de modelos como restituição e reconstrução do patrimônio, da dimensão edificatória ao território.  Documentar é ensinar, é registrar e garantir a permanência da informação acerca de um objeto ao longo dos diferentes contextos históricos, ou seja, é o resultado de uma montagem histórica da produção da sociedade, ao longo de diversos ciclos de territorialização, entre recordações e esquecimentos. Representar é fazer presente, é regular, e construir uma compreensão compartilhada do patrimônio, uma representação de valores coletivos entre permanências e transformações, história e memória. Com efeito, este eixo possui o intuito de discutir questões concernentes ao mapeamento das condições de conservação do patrimônio, quais sejam evidenciando potencialidades e limites dos instrumentos de tutela para o tratamento dos bens, e aponta como oportunidade medotológico-prática a criação de um atlas como inventário interpretativo dos recursos patrimoniais reconhecíveis no território. A documentação e a representação, nesta perspectiva, devem ser utilizadas como processos de leitura analítica e de síntese interpretativa conduzidos com o intuito de explorar contextos territoriais e dinâmicas sociais de antropização confrontantes, e direcionados ao reconhecimento, à valoração e ao desenvolvimento local autossustentável. Logo, este eixo busca por meio de novas tecnologias digitais, como a fotogrametria e as geotecnologias, responder às indagações “para quê?” (uso), “do que é feito?” (estado de conservação), “inclui tempo?” (longa duração), “é legitimado?” (existência).

1

DOCUMENTAÇÃO E REPRESENTAÇÃO 

2

INTERVENÇÃO E PLANEJAMENTO 

Adotando como ponto de partida que o conhecer nos permite transformar, o eixo propõe analisar a formação territorial do estado do Espírito Santo, considerando o importante papel da arquitetura e do território como documento histórico. Assume a importância do domínio da arquitetura e da prática do projeto para a intervenção e o planejamento, discutindo a inserção do patrimônio para usufruto da sociedade. Partindo das premissas atuais onde se busca superar a atuação fragmentada dos agentes sobre o território, como tratar a questão metodologicamente? Superando o esgotamento dos modelos tradicionais fechados no próprio objeto e a necessidade de se intervir em espaços e lugares e não somente em edifícios, como tem se dado as intervenções nas cidades do Espírito Santo? Como têm ocorrido as estratégias de intervenção nos monumentos e nas áreas acauteladas? Apesar do entendimento consolidado de que o território contemporâneo é difuso e aberto, assume-se como problemática a intervenção e o planejamento considerando o patrimônio territorial como recurso. Portanto, como ser autêntico e ao mesmo tempo criativo? Assim, reconhecendo o território e possibilidade de compreensão cultural mais ampla, busca-se discutir sobre o desafio de encontrar modelos e instrumentos de conservação para além do tombamento.

3

GESTÃO & POLÍTICA PÚBLICA

Adotando como ponto de partida as políticas públicas de proteção ao Patrimônio e a gestão por parte de diferentes entes, o eixo propõe discutir as mudanças legais e institucionais, bem como os processos de descentralização e de compartilhamento de responsabilidades. Reflexões a respeito dos aprimoramentos jurídicos e administrativos que interfiram na atuação dos organismos institucionais responsáveis pela preservação, bem como as mudanças conceituais ocorridas ao longo das décadas são fundamentais para entender a complexidade do campo do patrimônio, e este como parte indissociável dos processos de formação do Estado. Com efeito, este eixo possui o intuito de discutir questões como a inclusão de representações de grupos de identidade diversificados na categoria de patrimônio territorial-paisagístico brasileiro que se apropriaram dos instrumentos disponíveis; ações e iniciativas de reconhecimento e valorização da memória social, buscando o reconhecimento e a valorização dos processos museais protagonizados e desenvolvidos por povos, comunidades, grupos e movimentos sociais, em seus diversos formatos e tipologias; e desafios que as instituições de patrimônio enfrentaram ou continuam a enfrentar. Assim, partindo da premissa de que é necessário preservamos e salvaguardamos os bens patrimoniais do Brasil para o usufruto de todos, no presente e no futuro, como também a preservação integrada dos valores culturais, busca-se discutir sobre o desafio de enfrentar as inúmeras dificuldades e buscar os meios que garantam a continuidade e plena aplicação das políticas públicas vinculadas à preservação.

/ SUBMISSÃO

11/07/18 - 03/08/2018

SOMENTE PARA INTEGRANTES DA PROGRAMAÇÃO:

SUBMISSÃO DE PEQUENO ARTIGO

EIXOS TEMÁTICOS: 

1_Documentação & Representação

2_Intervenção & Planejamento

3_Gestão & Política Pública

/ PROGRAMAÇÃO

 
 
 

André Munhoz de Argollo Ferrão

Graduado em Engenharia Civil, na Universidade Estadual de Campinas, e Arquitetura e Urbanismo, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Mestre em Engenharia Agrícola pela Feagri-Unicamp. Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP. Professor do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, da Unicamp, desde 1994. Atua principalmente em planejamento e projetos de ordenamento territorial, resiliência e sustentabilidade, arquitetura rural, patrimônio ambiental e paisagem cultural, gestão integrada de bacias hidrográficas, projetos territoriais e arquitetônicos, planejamento da paisagem, desenvolvimento local e regional sustentável, ensino e história das técnicas construtivas, materiais alternativos e tecnologia apropriada.

Antônio Miguel Vieira Monteiro

Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Espiríto Santo (UFES), com Mestrado em Computação Aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e Doutorado pelo Space Science Centre da School of Engineering and Applied Sciences da The University of Sussex at Brighton, em Electronic Engineering and Control/Computer Science (EECS).  Desde abril de 1985 está com a Divisão de Processamento de Imagens - DPI do INPE. Orienta nos programas de Computação Aplicada, de Sensoriamento Remoto e de Ciência do Sistema Terrestre do INPE. Coordena o Programa Institucional Espaço e Sociedade do INPE. Atua principalmente na construção de indicadores geograficamente sensíveis e o uso de geotecnologias e métodos da análise espacial nos estudos de problemas urbanos e de saúde pública; com foco no uso de modelos e simulação computacional como objetos mediadores para estudos de dinâmicas de desigualdades socioterritoriais.

Flávio de Lemos Carsalade

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (1979), Mestre em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e Doutor pela Universidade Federal da Bahia (2007). Foi presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (1999-2002) e do Instituto de Arquitetos do Brasil/ Departamento Minas Gerais (1995-1998) e Secretário Municipal de Administração Urbana Regional Pampulha da Prefeitura de Belo Horizonte (2004-2007). É Professor da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais desde 1982, onde foi seu diretor (2008-2012) e seu vice-diretor (1988-1991). Membro do Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU/UFMG). Membro titular do Comitê Gestor da Pampulha. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Planejamento e Projetos da Edificação e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: projetos arquitetônicos e urbanísticos, patrimônio cultural e ensino de arquitetura. Atualmente é Diretor da Editora UFMG.

/ PALESTRANTES

/ ORGANIZAÇÃO

REALIZAÇÃO

PROMOÇÃO

APOIO

PATROCÍNIO

 

COMISSÃO ORGANIZADORA

COORDENAdora GERAL

Renata Hermanny de Almeida (PPGAU/UFES)

COMISSÃO

Bruno Amaral de Andrade (Doutorando NPGAU/UFMG)

Elisa Taveira Machado (Iphan/ES)

Luciana da Silva Florenzano (Iphan/ES)

Renata Hermanny de Almeida (PPGAU/UFES)

Rodrigo Zotelli Queiroz (SECULT/ES)

Tatiana Caniçali Casado (MultiVix)

EQUIPE organizadora

Damiany Farina Nossa (PPGAU/UFES)

Kamila Drago Bonna (PPGAU/UFES)

Luciano Correia Bernardo (PPGAU/UFES)

Mariana Paim Rodrigues (PPGAU/UFES)

Miguel Brunoro Thome (PPGAU/UFES)

EQUIPE de apoio

Aline Portela

Joyce Zaninho

Julia Pela Meneghel

Luenda Cardoso

Maisa Mazzini

Vanessa Krokling Mayer

PROJETO GRÁFICO

Criação e Organização do site

Even3:Bruno Amaral de Andrade (Doutorando NPGAU/UFMG)

site:Luciano Correia Bernardo (PPGAU/UFES) e Miguel Brunoro Thome (PPGAU/UFES)

identidade visual

Damiany Farina Nossa (PPGAU/UFES)

Mariana Paim Rodrigues (PPGAU/UFES)

/ CONTATO

 
 
 
 
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